ARTCOND: Uma Nova Alternativa de Luta - Eleições Sintrasef 2010




O processo de avaliação já está em curso, porém plano de carreira decente, digno, que resgate a importância do cidadão, enquanto servidor público prossegue de forma tímida, pífia.
Será que os atuais dirigentes sindicais têm noção de seus atos, dos prejuízos que causam à classe trabalhadora, quando nos fazem passar por situações de constrangimento como estas, e outras, como a quebra da paridade, a falta de habilidade política, na busca de alternativas, no que tange as carreiras transversais, e etc?
O que podemos esperar das nossas entidades sindicais, quando assistimos, ainda atônitos e perplexos, a derrocada de nosso pleito.
É lamentável a forma, atual, de alguns dirigentes de nossas entidades, de encaminhar “a luta” da categoria, pois o que assistimos é qualquer coisa menos luta sindical classista.
Creio que ao longo do tempo, o processo de reeleição, que se dá, no âmbito da CONDSEF, que segundo o estatuto é permitido, corrompeu alguns dirigentes sindicais, refletindo, gravemente, no SINTRASEF, pois estes perderam o contato corporal, do dia, a dia, na base, isto é, esqueceram de suas raízes, e comprometimento é tudo que se espera para quem se propõe liderar lutas do movimento sindical.
O que faltou afinal?
Sim. Porque se faltou ao governo a decência de cumprir acordos, entendemos que faltou aos sindicatos pressão na panela para cozinhar nossos salários.
Não sabemos exatamente a receita desta iguaria de sabor amargo de derrota e cheiro de bolor.
Na verdade, a nossa performance como autores de nossa história está muito fragilizada pela inoperante forma de dirigir de nossas entidades.
Esperava-se do SINTRASEF e da CONDSEF, em nome de seu secretário geral, e de sua direção, postura mais contundente ao encaminhar às deliberações pertinentes à base do servidor público, e o que assistimos foi uma série de equívocos, em mobilizar, e desmobilizar a base, até a falência total do movimento, principalmente, diante da importância, de todos os acontecimentos ocorridos durante o ano.
Foi um carnaval de avanços e recuos das entidades em suas discussões, uma verdadeira mixórdia política, junto ao governo, culminando, é óbvio, com o esvaziamento do movimento, promovido pelo governo, de forma estratégica e deliberada.
É com pesar que após uma década não tenhamos obtido qualquer vantagem na queda de braço com o governo. Somos braços, previsíveis e controláveis, estamos sempre dispostos ao diálogo com o patrão que finge negociar e acaba fazendo o que bem entende conosco.
Será que o SINTRASEF e a CONDSEF, com seu staff, vem conduzindo a luta de maneira a atender os anseios da categoria? Cremos que não, porém todos sabem serem as entidades, um aparelho nacional, e regional de luta, relevante.
Portanto é imprescindível que façamos algo para que esse cenário não se repita, na próxima gestão, devemos eleger, não somente o que é melhor para o SINTRASEF, e CONDSEF, politicamente, falando, mas, sobretudo, para base de servidores públicos que elas, o representam.
Se pretendemos mudar é necessário que mudemos nossa atitude, enquanto filiados e/ou militantes, parar de contar como aliados um bando de sindicalistas que rezam na cartilha do governo, promovendo o corporativismo sindical, agredindo as entidades, em sua concepção classista.
É risível, bizarro e muito chinfrim forjarmos aliança com a banda podre, com a massa acomodada e servilista.
A nossa aliança é com a base e com nossos ideais.
Portanto é imprescindível que esta base comprometida com a mudança, sobretudo política, compareça, em 28/09/2010, no SINTRASEF, onde será tirada a comissão eleitoral, garantindo, assim, a isenção, lisura, transparência e a democracia que sempre primaram pelo SINTRASEF.



Colaboradores: Jose Carlos e Katia da Luz

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