Sindicalismo Atual: Uma máquina de criar ilusões

Ao longo de mais uma década, este modelo de gestão sindical deixou de atender a premissa básica de sua finalidade:
- Defender e lutar pelos interesses trabalhistas da base de associados, indistintamente. Não importando a que setor pertença.

Convém ressaltar que corporativismo e democracia participativa, para qual estamos apontando, e que, já, se constitui na concepção de sindicato classista são dois elementos que não se coadunam, sendo um retrógrado, e outro progressista.
É fácil perceber que a categoria não se sente representada neste modelo de correntes, ditas, de esquerda.
Com o centralismo hierárquico que isola a liderança em seus próprios interesses, assistimos atônitos o esvaziamento da base quando das discussões e decisões do movimento.
E o efeito nefasto das disputas de poder entre correntes, além de enfraquecer a luta, perverte a natureza associativa de trabalhadores, condenando a um marasmo lamentável no panorama de negociações com o governo.
Cumprindo o papel de máquina de ilusões, as centrais sindicais forjam lutas e deixam de oferecer ao governo qualquer resistência do movimento de base.
O mais risível é ouvir e constatar nas declarações dos governantes que nossa central sindical – CONDSEF -, já faz parte da paisagem urbanística deste governo.
 Ocorre que fomos enganados e tivemos nosso sindicato liderado por uma casta de pelegos oportunistas que ao invés de politizar e informar a base produziu jornalecos que viraram papel entulhado no auditório ou serviram de forro de gaiola de nossos pardais de estimação.
E se já não bastasse esse mesmo grupo decide, sobre a retirada do interstício do estatuto do sindicato, conduzindo de forma tendenciosa a assembléia estatutária, sempre a postergando sua realização, com claro intuito de esvaziar o encontro, apontando, apenas, para presença daqueles que compactuam do mesmo golpe.
Que golpe? O golpe da ausência deliberada de formação política, por essa direção, com fim estratégico de se perpetuar no poder, submetendo a base à profunda ignorância política, confundindo-a, sobretudo, em temas relevantes como: Concepção e discurso sindical, promovendo à inércia, fragilizando o movimento. É a mosca azul atuando, prevalecendo o poder pelo poder.
Convocamos os militantes a refletir, e optar. É com este sindicato, e com este modelo de gestão que devemos permanecer associados? 
Cremos que não. Portanto sigamos em frente, pois somente com participação, efetiva, de todos conseguiremos intervir, buscando uma nova hegemonia política para nossos sindicatos.
Temos sugestões e aceitamos sugestões de toda militância para uma mudança de atitude. Ser um vaso de planta é pejorativo, aviltante e ofensivo à nossa inteligência.
Este artigo se aplica aos dois sindicatos que ora nos representam no DATASUS. SINDPD e SINTRASEF, porém convém destacar que no SINDPD constatamos a adesão, integral da diretora Edna Rosa ao atual corporativismo sindical, ao contrário da diretora Solange Briggs que sempre se opôs e em decorrência de sua postura sofreu, e sofre diversos prejuízos financeiros por represália das correntes de "esquerda" majoritárias dentro do movimento, que como já foi dito em nada contribuem.






Carlos Costa - ZedoToko







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